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domingo, 22 de janeiro de 2012

Tráfico de Animais Silvestres Pela Internet ?


O Brasil possui uma das mais ricas biodiversidades do planeta. O tráfico de animais silvestres tornou-se um problema pouco conhecido e seríssimo, já que é o 3º maior do mundo, estando atrás somente do tráfico de drogas e de arma. Não existem estatísticas exatas, mas as estimativas são assustadoras. 


Aproximadamente vinte milhões de filhotes de mamíferos e aves são retirados de seus habitats todo o ano. Desses, apenas 1% sobrevivem e chegam aos consumidores e, alguns, são recuperados em flagrantes, mas nem todos poderão retornar à natureza, condenados a viver em cativeiro. 

No Brasil, o comércio de animais silvestres invadiu a rede mundial de computadores. Pela internet, os criadores fazem encomenda, pagam pelo produto e depois recebem os bichos em casa. Os fiscais do IBAMA, como a transação é virtual, encontram dificuldades para fiscalizar esta atividade que vem crescendo com a tecnologia avançada. 


Tráficos de Animais pela Internet 

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que é uma autarquia federal responsável pela execução da Política Nacional do Meio Ambiente, encontra diversas dificuldades na fiscalização do comércio de animais silvestres em lojas virtuais no Brasil. 


Pela internet, os criadores fazem encomenda, pagam pelo produto e depois recebem os bichos em casa. Como a transação é virtual, os fiscais do IBAMA encontram dificuldades para fiscalizar a atividade. 

Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), os animais mais traficados para pet shops, segundo o site, são: jibóia, periquito, cágado, sagui, arara vermelha, cascavel e tartarugas. 


Animais mais procurados pelo tráfico

Papagaio-de-cara-roxa, Arara Canindé, Arara-vermelha, Corrupião, Curió, Tie-sangue, Saíra-sete-cores, Tucano, Mico-leão-dourado, Macaco-prego, e Jaguatirica . 

Animais para colecionadores particulares e zoológicos

Este talvez seja o mais cruel dos tipos de tráfico da vida selvagem, pois ele prioriza principalmente as espécies mais ameaçadas de extinção. Quanto mais raro for o animal, quanto mais ameaçado, ou quanto menos exemplares existir na natureza, maior é o seu valor de mercado. 

Exemplos: Arara Azul de Lear, Arara Canindé (azul/amarela), Papagaio Cara Roxa , Mico Leão Dourado e Jaguatirica. 

Animais para fins científicos 

neste grupo encontram-se as espécies que fornecem a química base para a pesquisa e produção de medicamentos. É um grupo que percebeu as facilidades no país e por isso mesmo aumenta a cada dia. 

Exemplos: Jararaca , Jararaca Ilhôa, Cascavel , Sapos Amazônicos, Aranha marrom , Outras aranhas, Besouros, Vespas. 

Os animais abaixo têm substâncias extraídas para serem vendidas por grama. 
Exemplos: Jararaca, , Urutu , Surucucu, Coral, Aranha marrom, Escorpião brasileiro. 

Animais para pet shop's

É a modalidade que mais incentiva o tráfico de animais silvestres no Brasil. Devido à grande procura, todas as espécies da fauna brasileira estão incluídas nessas categoria. Os preços variam de acordo com a espécie e quantidade encomendada. 

Exemplos: Jibóia, Tartaruga, Arara Vermelha, Tucano, Melro, Saíra, Saguí. 


"Enquanto não houver uma real preocupação em se trabalhar as causas do tráfico, seus principais vetores, combatendo a pobreza, criando oportunidades outras que não a retirada de animais de seu habitat, conscientizando a população de que ter um animal silvestre em casa é crime que agride não só o sistema jurídico, mas o ciclo natural em que há co-dependência de espécies, a reprimenda penal terá pouca ou nenhuma efetividade"

Denuncie o Tráfico de Animais  Clicando na Figura



Linha Verde 0800 61 8080

Por : Guedes, F.L.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Projeto Peixe-Boi, Ilha de Itamaracá - PE

Os peixes-bois constituem uma designação comum aos mamíferos aquáticos. Possuem um grande corpo arredondado, com aspecto semelhante ao das morsas. São animais de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento. 

Todas as espécies encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por leis ambientais em diversas partes do mundo. No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967 e a caça e a comercialização de produtos derivados do peixe-boi é crime que pode levar o infrator a até dois anos de prisão. 


No Brasil há duas espécies de peixe-boi: o peixe-boi marinho que se encontra criticamente ameaçado de extinção, e o que vive nos rios amazônicos, considerado como vulnerável à extinção. Calcula-se que existam cerca de 500 peixes-boi marinhos na costa brasileira, não existem estudos ou pesquisas que revelem estimativas populacionais para o número de indivíduos de peixes-bois da Amazônia. 

Sobre o Projeto 

Com o risco de extinção dessas espécies o Governo proibiu sua caça e criou em 1980 o Projeto Peixe-Boi desenvolvido pelo CMA (Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos) com sede na Ilha de Itamaracá, Pernambuco. O projeto dedica-se à pesquisa, resgate, recuperação e devolução à natureza do peixe-boi. 

Para cumprir sua função, o Projeto resgata, reabilita e reintroduz peixes-bois no seu habitat natural. A reprodução e o nascimento de filhotes em cativeiro também são elementos importantes desta estratégia. Existem exemplos vitoriosos de animais que passaram por este processo, foram reintroduzidos e hoje são monitorados diariamente pela equipe técnica do Projeto através da rádio-telemetria. 

Para saber mais sobre o projeto clique na figura 

O projeto está aberto para a visitação, onde podem ser vistos inúmeros peixes-bois. 


sábado, 24 de setembro de 2011

A atuação do Biólogo no Gerenciamento do Risco Aviário em Aeroportos



RESUMO: O aumento da utilização dos voos, da ampliação e implantação de novos aeroportos, e também o aumento das populações de aves relacionadas ao crescimento urbano acrescem as ocorrências de colisões aéreas entre aves e aeronaves. Os prejuízos causados por estas colisões envolvem aspectos materiais e humanos. As aves são atraídas para aeroportos por várias razões, todas relacionadas a sua sobrevivência. Suas necessidades básicas aumentam o risco de acidentes aeronáuticos em aeroportos a não ser que um programa de gerenciamento do risco aviário esteja eficazmente implementado. Em 2010, das colisões reportadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - CENIPA, 55,4% não fornecem nenhum tipo de identificação da ave, 8,8% foram colisões com Coragyps atratus (Cathartidae), popularmente conhecido como urubu-de-cabeça-preta, e 13,25% com Vanellus chilensis (Charadriidae), popularmente conhecido por quero-quero (SERRANO et al., 2005). O Conhecimento sobre a diversidade de espécies que habitam uma área, bem como a formulação e elaboração de estudos, projetos e pesquisas relacionados à preservação, melhoramento do meio ambiente é o papel do profissional graduado em biologia. O objetivo deste trabalho científico é apontar a importância do biólogo no gerenciamento do risco aviário em aeroportos, bem como apresentar e divulgar as atividades, experiências e responsabilidades deste profissional enquanto atuante na gestão de aeroportos.

PALAVRAS CHAVE: Aves. Aviação. Biólogo. Colisões Aéreas. Risco Aviário.

Veja o Artigo Completo: Clicando Aqui 
Por: Guedes, F.L.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Filme/ Animação “Rio”

Nunca um filme Hollywoodiano retratou tão bem nosso País e nossa Fauna de maneira carinhosa destacando elementos de nossa cultura e paisagem, sem denegrir a imagem do Rio de Janeiro. O diretor brasileiro Carlos Saldanha, radicado nos EUA, um dos criadores da série “A Era do Gelo” enfrentou um grande desafio ao desenhar a capital carioca inteira com precisão e cuidar dos detalhes dos personagens, em sua maioria animais.


Sobre a Animação
Rio, produção norte-americana, conta-nos a história de Blu, uma Ararinha azul macho, que é retirada do Brasil rumo aos Estados Unidos ainda filhote através do tráfico de animais silvestres. Já adulto é trazido ao Rio de Janeiro para acasalar com a última fêmea de sua espécie e acaba sendo sequestrado por criminosos...

É o tipo de filme que concretiza uma aproximação cinematográfica entre o Brasil e o mundo de forma que não se venha ter aquela visão forçada, de fora para dentro, que estamos acostumados a ver nos filmes que tentam retratar o Brasil.

Ao colocar aves da fauna brasileira como protagonistas de sua história, o diretor conseguiu com seu filme envolver o público e mostrar o Rio de Janeiro de um dos melhores pontos de vista possíveis.
Sobretudo o filme foi honesto ao não ignorar os problemas como a pobreza, as favelas, o menino de rua, os traficantes de animais silvestres, a extinção de espécies tudo isso num perfeita combinação entre realidade chocante e a delicadeza emocionante.



Veja o Trailer:


*Como biólogo cabe-me explicar alguns maus entendidos do filme:

Sobre a Ararinha-Azul

Realmente é uma ave considerada extinta na natureza possuindo apenas 78 exemplares em todo o mundo (em cativeiro), o que a torna uma das mais raras espécies vivas, por isso é também foi uma espécie extremamente procurada pelo tráfico de animais.
Essa espécie possui características especiais, pois ao longo de sua vida têm apenas um parceiro, formando casais fiéis por toda a vida. Se algum deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra a um novo grupo. O  que torna essa espécie extremamanete vulnerável.

...Porém a história se passa no Rio de Janeiro, mas essa espécie só ocorre na região do Nordeste brasileiro, em especial nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão e áreas úmidas do sertão.

...Outra informação é que todo pássaro é ave, mas nem toda ave é pássaro... No filme o Blue, uma Ararinha-azul, é uma ave pertencente à família dos Psitacídeos (Arara, Periquito, Papaguaio, Calopsita, Catatuas e etc...) e portanto não é um pássaro pois os pássaros são os da família do Passerídeos que são geralmente aves de pequeno porte (Pardal, Canário, Sabiá e etc...). E o filme costuma se referir de forma geral às aves chamando-as de pássaros. Porém O termo “pássaro” se aplica melhor às aves pertencentes ao grupo dos Passeriformes, dentro da Classe Aves que não é o caso do personagem principal.

...Outro comentário é que infelizmente as aves encontradas no Rio de Janeiro na atualidade não é tão rica e abundante quanto no filme, e nem são tão vistas  na natureza, infelizmente.





Essas espécies são alvo também de contrabando, os psitacídeos (Ararinha-azul e afins), pois são algumas das aves mais inteligentes e que possuem o cérebro mais desenvolvido. Quando criadas à mão, facilmente se tornam mansos e excelentes animais de estimação. Têm a capacidade de imitar com grande exatidão todos os tipos de sons, incluindo palavras.




Na minha opinião muita gente irá resolver visitar o Rio de Janeiro depois de ver este filme o fato é que essa animação foi muito bom para o Brasil, melhor até de que todas as campanhas oficiais que foram feitas nos últimos anos…Destaco também a trilha sonora, gráfico, fotografia e elenco de dublação que tornou ainda mais excelente esta obra.

" O Rio de Janeiro Continua Lindo "