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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Você Paga Por Cada Gota de Água

Independente se a água foi usada ou desperdiçada, você paga por cada gota de água que sai da sua torneira. A água potável que chega a nossa residência é produto de um longo e lento processo de tratamento de forma que a sua conservação deve ser seguida por todas as pessoas. 


O que muita gente não tem consciência é que a água que abastece nossas casas não aparece do nada como se fosse mágica. A água que consumimos atravessa quilômetros de tubulações depois de ter passado por um longo e lento processo de tratamento que demanda tempo e dinheiro. 

A tarifa de água tratada vem aumentando nos últimos anos devido o consumo ter aumentado e a disponibilidade ter diminuído. E por ser um recurso “farto” dificilmente as pessoas dão a atenção devida, pois 24 horas por dia a maioria das pessoas tem água na torneira dentro de casa. Porém isso não é a realidade de todo mundo, a região do semiárido brasileiro, por exemplo, ocupa 10% do território nacional e abriga população de 21 milhões de pessoas. Na maior parte do ano falta água, já que a ocorrência de chuvas é escassa e irregular e a água subterrânea, extraída de poços, é imprópria para consumo devido ao alto teor de sal. Em outras cidades já existe racionamento e escassez. 

A água limpa está cada vez mais rara na Zona Costeira e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício que chega entre 50% e 70% nas cidades, e sem muitos cuidados com a qualidade. 


Mas... No Brasil há tanta fartura de água doce... Devemos nos preocupar??? 

O Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo. Mas embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País. 

A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água. 

Parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável, em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água. 

Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada que atinge regiões de mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. 


Pra quê se Preocupar com Isso? 

Pelo simples fato de TODAS as formas conhecidas de vida precisarem de água, pelo fato de no nosso corpo ela ser o principal constituinte (entre 70% a 75) e também por ser um componente essencial para o bom funcionamento geral do organismo, ajudando em algumas funções vitais, tais como o controle de temperatura do corpo, por exemplo. 

Pense Bem! 

Cada gota de água que você conserva você reduz o valor de sua conta de água e consequentemente quando você usa menor quantidade de água o gasto com sanitização também é reduzido. Assim, pode-se ver que um simples programa de conservação ajuda o ambiente, aliviando o impacto da purificação, estocagem, distribuição e tratamento da água. 


Por: Guedes, F.L.

“Alguns pesquisadores estimaram que em 2025 mais de metade da população mundial sofrerá com a falta de água potável” 

domingo, 12 de junho de 2011

Usina Belo Monte - Prós e Contras


Nosso País tem grande potencial para ser líder mundial em proteção ambiental. Porém neste momento, quando outras nações olham para nós, elas vêem um país prestes a destruir florestas tropicais com as alterações no Código Florestal e tirar à força os povos indígenas e ribeirinhos de suas terras. Ai fica a pergunta: Como nosso país irá sediar ano que vem a Rio+20? 





Sobre o Projeto: 
O projeto prevê a construção de uma barragem principal no Rio Xingu, localizada na cidade de Altamira no Pará. Será a maior usina inteiramente brasileira e compartilhará uma potência de 11,233 GW. A energia assegurada pela hidrelétrica terá a capacidade de abastecer uma região de 26 milhões de habitantes. O processo para a concretização da obra já dura mais de vinte anos, sendo que os estudos para o planejamento começaram há mais tempo, em 1975. O projeto é criticado e reprimido por movimentos sociais e lideranças indígenas. Para eles, o projeto não considera os impactos socioambientais resultantes. 





Antes de falar sobre os pontos positivos e negativos veja esse depoimento do Cacique Raoni, líder da tribo dos Kayapó, sobre os impactos de Belo Monte na região da Volta Grande do Rio Xingu: 




Prós e contras na construção da usina: 


Prós: Desenvolvimento econômico do Brasil, geração de empregos, contribuição para o suprimento de energia renovável, isenta de emissões poluentes e gasosas. Com isso, o Brasil dá um passo para a segurança energética e atendimento de uma demanda crescente de energia elétrica permitindo uma produção renovável a baixo custo, menor do que outras alternativas. 


Contras: Impactos ecológicos e sociológicos sobre as populações indígenas e ribeirinhas próximas ao local; aumento da população e da ocupação desordenada do solo; mudanças na paisagem, causadas pela instalação da infra-estrutura de apoio e das obras principais; perda de vegetação e de ambientes naturais com mudanças na fauna, causada pela instalação da infra-estrutura de apoio e obras principais; mudanças no escoamento e na qualidade da água nos igarapés do trecho do reservatório dos canais, com mudanças nos peixes; danos ao patrimônio arqueológico; mudanças nas espécies de peixes e no tipo de pesca, causada pela formação dos reservatórios; mudanças nas condições de navegação, causada pela formação dos reservatórios; interrupção da navegação no trecho de vazão reduzida nos períodos de seca; perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais no trecho de vazão reduzida... Entre outros tantos. 


Alternativas para não prosseguir com o projeto: 

Construção de centrais nucleares, termelétricas, a carvão, a óleo, fontes eólicas ou a bagaço de cana. As alternativas renováveis, como solar ou éolica, são indicadas para atender pequenas demandas espalhadas pelo território, mas não para grandes blocos de energia como as das metrópoles. A nuclear pode ser usada em maior escala como também a termoelétrica a carvão ou a gás. O problema é que todas as alternativas também trazem impactos negativos: as nucleares têm custo alto, as termoelétricas são incovenientes do ponto de vista ambiental, pois emitem gases de efeito estufa. O uso de hidroeletricidade ainda tem vantagens importantes em relação a outras fontes, observando pós e contras. 

A autorização 




Em 26 de janeiro de 2011, o Ibama deu a "autorização de supressão de vegetação" do projeto. O início dessas obras antecedem a construção de Belo Monte. O procedimento envolve a autorização para o desmatamento em Área de Preservação Permanente (APP). A autorização permite que o consórcio inicie o procedimento de acampamento, canteiro industrial e área de estoque de solo e madeira. 






MAIS INFORMAÇÕES SOBRE BELO MONTE: